A opinião de Arsénio Puim, no “Baluarte Online”
1.ª Regata de Botes Baleeiros na Ilha de S. Miguel
18/09/2013, 23:35
«REGARA BALEEIRA BENTO DE GÓIS»
Na
manhã do dia 15 de Setembro realizou-se em Vila Franca do Campo a
Regata Baleeira Bento de Góis, organizada pelo Clube Naval desta Vila,
no âmbito da comemoração dos 20 anos de existência da mesma agremiação.
manhã do dia 15 de Setembro realizou-se em Vila Franca do Campo a
Regata Baleeira Bento de Góis, organizada pelo Clube Naval desta Vila,
no âmbito da comemoração dos 20 anos de existência da mesma agremiação.
Esta
foi a segunda etapa da primeira regata de botes baleeiros ocorrida nas
ilhas do oriente açoriano – onde a baleação e a sua cultura têm uma
forte implantação desde os séculos XIX e XX – que por isso se intitulou
«Troféu Bote Baleeiro Grupo Oriental». A primeira etapa, sob a
designação Regata Baleeira Cristóvão Colombo, havia tido lugar no dia 20
de Julho, ao largo da Baía dos Anjos, na ilha de Santa Maria.
foi a segunda etapa da primeira regata de botes baleeiros ocorrida nas
ilhas do oriente açoriano – onde a baleação e a sua cultura têm uma
forte implantação desde os séculos XIX e XX – que por isso se intitulou
«Troféu Bote Baleeiro Grupo Oriental». A primeira etapa, sob a
designação Regata Baleeira Cristóvão Colombo, havia tido lugar no dia 20
de Julho, ao largo da Baía dos Anjos, na ilha de Santa Maria.
Participaram nas duas etapas o bote «Santa Maria», originário da Companhia Baleeira Mariense, da ilha de Santa Maria, e hoje propriedade do Clube Naval de Vila do Porto.
Uma
excelente canoa, de 11,52 metros de comprimento, construída nas Lajes
do Pico pelo mestre António dos Santos Fonseca. Começou a balear em 1954
e operou até 1966, ano em que terminou o ciclo da baleia naquela ilha.
excelente canoa, de 11,52 metros de comprimento, construída nas Lajes
do Pico pelo mestre António dos Santos Fonseca. Começou a balear em 1954
e operou até 1966, ano em que terminou o ciclo da baleia naquela ilha.
O
outro bote participante na prova foi o «Senhora de Fátima», de 11, 85
de comprimento, construído em 1945 na ilha de S. Miguel, o qual pertenceu à armação baleeira de Cristóvão Mota Aguiar, nas Capelas.
outro bote participante na prova foi o «Senhora de Fátima», de 11, 85
de comprimento, construído em 1945 na ilha de S. Miguel, o qual pertenceu à armação baleeira de Cristóvão Mota Aguiar, nas Capelas.
Com
várias transferências de titularidade, baleou em ilhas diferentes até à
interdição da caça à baleia no início dos anos 80. Em 2007 foi
adquirido pelo vilafranquense Miguel Cravinho, que o recuperou no âmbito
do projecto de responsabilidade social da empresa de whale watching
«Terra Azul», de que é proprietário.
várias transferências de titularidade, baleou em ilhas diferentes até à
interdição da caça à baleia no início dos anos 80. Em 2007 foi
adquirido pelo vilafranquense Miguel Cravinho, que o recuperou no âmbito
do projecto de responsabilidade social da empresa de whale watching
«Terra Azul», de que é proprietário.
A prova à vela, que decorreu, sob um vento suave
de nordeste, num circuito assinalado por bóias entre a Vinha da Areia e
o Ilhéu, em frente a Vila Franca, teve como vencedor o bote «Santa
Maria».
de nordeste, num circuito assinalado por bóias entre a Vinha da Areia e
o Ilhéu, em frente a Vila Franca, teve como vencedor o bote «Santa
Maria».
Para
além do espírito competitivo que a envolveu, a Regata Bento de Góis
foi, acima de tudo, um acontecimento desportivo que se caracterizou pelo
reforço do intercâmbio e união que ligam historicamente as duas Vilas
Irmãs do Grupo Oriental, geminadas desde 1984, e proporcionou aos
vilafranquenses a apresentação de duas belas peças do património
baleeiro açoriano, assim como um espectáculo muito bonito, com
perspectivas de desenvolvimento no futuro.
além do espírito competitivo que a envolveu, a Regata Bento de Góis
foi, acima de tudo, um acontecimento desportivo que se caracterizou pelo
reforço do intercâmbio e união que ligam historicamente as duas Vilas
Irmãs do Grupo Oriental, geminadas desde 1984, e proporcionou aos
vilafranquenses a apresentação de duas belas peças do património
baleeiro açoriano, assim como um espectáculo muito bonito, com
perspectivas de desenvolvimento no futuro.
Arsénio Puim.







BOTE BALEEIRO SENHORA DE FÁTIMA
Em relação ao artigo de opinião do Sr. Arsénio Puin que li com toda a atenção; venho prestar o seguinte esclarecimento:
O bote baleeiro Senhora de Fátima
(o original), foi construído em 1945 no lugar do Rosário da freguesia de Capelas em S. Miguel. Fez parte da frota da Armação Baleeira de Cristóvão da Mota Soares na ilha Graciosa. Foi reconstruido a 100% em meados da década de cinquenta do século passado pelo Mestre José Vieira Goulart. Esse bote( original e reconstruído) só baleou nos mares das ilhas do Grupo Central. Nunca navegou ou baleou em S. Miguel, embora fosse essa a intenção do Armador Cristóvão da Mota Soares.
É de louvar os promotores da nova réplica.
Apresento os meus cumprimentos ao Sr Puin e a todos os interessados por botes baleeiros.
Cristóvão Manuel Mota Soares